Andando por aí, solta no "mundão véio sem porteira", a caminhante segue em passos firmes. Seu olhar é amplo.
Sua feição é séria.
Mas...
é só o olhar amplo encontrar uma cor, que ele foca.
E a faz parar.
A caminhante para.
Para e repara.
O olhar foca. (Entende?) Saca o dispositivo congelador de momento do bolso.
Dispara (eterniza?) e segue ...
Mantendo o olhar amplo,
pra poder focar
(no que sequer entende porquê raios acha interessante)
Acha muita coisa interessante.Vai reparando.
Olha pro alto das árvores, fitando os pássaros....
Isso alegra a caminhante!
Ela queria na verdade ser um pássaro.E reparando em seu vôo, consegue sentir um pouco dele...
Mas segue...
Vai pelo mundão...caminha com leveza,
Mas com certeza.
Por vezes, com o olhar perdido
Numa sacola invisível com restos, pedaços do passado...
um pouco de dor, um pouco do amor que findou...um pouco dos sorrisos de criança...
um pouco do colo da avó preferida...Um pouco do gosto de ventos distantes...
Nesse seguir a caminhante sente muito! Sente tanto!Sente tudo!
Neste caminho se encontra muita gente...gente pra todos os gostos...
Gente de todos os tipos
Gente com todos os tamanhos de coração.
Ela gosta de colocar seu coração nos passos e, com isso, ela ama as pessoas. E nunca esquece...
E é exatamente por isso que a caminhante só para para reparar, mas
Continua sempre seguindo sua jornada.
Passo atrás de passo,
Parando para reparar,
Reparando e caminhando,
Olhando pra cima
E encontrando o céu
Em cada passo
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