sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Fotografias de Ezyê Moleda

Todas as imagens desse blog são de propriedade absoluta da autora e estão protegidas pela Lei de nº 9.610, de 10/02/1998, Lei de Direitos Autorais

Salão do Tribunal de Justiça



Sala São Paulo

Porta


Abre essa porta, que direito você tem de me privar desses castelo que eu construí pra te guardar de todo o mal, desse universo que eu desenhei pra nós, pra nós...

(Masrcelo Camelo)

CCBC

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

O rompe-se o lacre. E faz-se vôo livre.












um escuro
calor e sons
estou envolto

o lacre se quebra
o alimento me é cedido
pouco vejo e
um dia caio
tento tento
bato
batem
subo e caio
subo mais e tento mais

subo e sigo
vejo e sinto
eu e a imensidão








No auge de um pôr-do-sol muito belo

um estrondo

um tiro

o escuro...

a queda

a morte (?)

a caça (!)









acordo...

as grades

a prisão

as saudades da imensidão





meu triste canto
num triste canto frio
um imenso vazio...
o bater de asas foi um sonho?
um sonho que não durou?





os dias passam
as folhas caem
outros me chamam, clamam
em liberdade
entristeço-me
e só me resta o meu cantar...
as flores nascem e os dias passam
as pessoas falam, passam
LIBERTE-ME
grito
grito pela liberdade
os dias passam mais longos...
minhas asas, pra que servem?
cantos tristes e solitários
são tudo o que tenho agora






[...]






mas um dia

num dia como os outros na prisão

vem uma criança risonha de coração

e cautelosamente cuidadosa

abre essa pequenina porta

e sai correndo vibrante e saltitante

provoca-me

será um sonho?

vou trêmulo até a porta

olho para cima e vejo toda a imensidão azul

minhas asas ...

podem elas ainda?

tentar?

antes que fechem a porta...desespero

arde

bato





batem?
tremo

batem e batem
respiro , esforço
eis que sou recompensado

e logo me acalmo

ao ver o chão ficando longe
e o céu chegando...
o sentir os ares passando pelas asas,
a imensidão me tocando...












mergulho no ar

e me embriago em liberdade!

o sonho é a realidade!
não há mais tristeza não
apenas imensidão