quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Resgatando velhos cadernos 3

"Perfeito demais - impossibilidade
então somos realidade
eu na minha linha
você na sua

Tudo tão distante
tão presente
Opostos se atraem por tempo limitado
As diferenças (êxtase de tudo)
diferenciando, separam

E assim acaba a estória
(ai se apagasse da memória)
A perfeição de tudo está aí
O porquê de tudo ainda não descobri"



"...quando não queremos sonhar mais
seja como for
sonhe como nunca será
viva como deve ser

"a única necessidade da luz
vem dela mesma
antes dela, ninguém precisava sair da escuridão
O sol existe por si mesmo
e a noite cai só para nos dar por sua falta...
da claridade do novo velho dia"


" um corpo gelado caído no sol,
sua alma inspira o vapor da carência
e a solidão se derrete por dentro
e se esquenta, se acalma
e se cala
e se prepara por esperar o que não virá"

"sinto falta do que não
sinto falta
sinto falta da falta que fazia
sinto falta de sentir
que sinto tanta falta
do que me falta "

"às vezes a gente acha que a vida
nos impõe caminhos
e que esses caminhos vão nos levar ao nosso destino
mas a vida não manda
na névoa, na lua, no vento cortante
e a gente cruza as ruas com os próprios pés
e no universo particular
nada acontece por acaso
pra quem sai na noite e sente
que a calada convida à busca do essencial
o pulso não pulsa por ocasião
e não há falta de opção
nem beco sem saída"

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