domingo, 23 de setembro de 2012


Fernando Pessoa
( Alberto Caeiro )

O amor é uma companhia. 
Já não sei andar só pelos caminhos, 
Porque já não posso andar só. 
Um pensamento visível faz-me andar mais depressa 
E ver menos, e ao mesmo tempo gostar bem de ir vendo tudo. 
Mesmo a ausência dela é uma coisa que está comigo. 
E eu gosto tanto dela que não sei como a desejar.
Se a não vejo, imagino-a e sou forte como as árvores altas. 
Mas se a vejo tremo, não sei o que é feito do que sinto na ausência dela. 
Todo eu sou qualquer força que me abandona. 
Toda a realidade olha para mim como um girassol com a cara dela no meio.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Adélia Prado já havia dito, escrito, o que flagro:

 O que a memória ama, fica eterno.Te amo com a memória, imperecível.Adélia Prado

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Sintopensopulsovivoagradeço

O pulso que sente
Sente porque pulsa
Pulsa porque vive
só vive porque agradece

sinto e penso pois é assim que eu pulso,
no compasso do agradecimento
vivo pra sentir!

Agradeço pelo pulso,
penso no que vivo,
sinto vida

Pensando vivo agradecendo,
Sentindo pulso

Vivendo sinto a gratidão
Pensando no que sinto
pulso vida

Quando eu sinto, eu sinto muito
Depois eu penso, penso muito
Mas deixo muito o pulso
Pulsar pela vida

Agradeço e a vida
pulsa mais a cada dia



De repente assim, como vento sem volta
Como se não fosse muito
de repente assim,
como o rio que flui,
ou chuva que se forma e cai
nosso encontro acontece

E depois de tanto em ti pensar, cá estás
Depois de tanto desejar sem entender,
Sinto sua presença, te vejo


De repente, teus olhos
reagem aos meus
De repente, te tenho
Aqui nesses braços em abraços

A conexão acontece
Não há distância nem tempo

E me entrego assim
Corpo, alma, essência, sem fim
Tua presença se somando à minha

Agradeço o acaso dos encontros e as voltas que o mundo dá
Quantas ele teve que dar pra esse momento chegar?
Em quantas delas nos desencontramos
Em tantos trajetos encruzilhados?

O que faz a vida valer a pena mais do que breves momentos?


Breves, intensos, completos
Momentos de agoras, de presentes do tempo
Instantes, relances...


Tudo passa e nada fica
Ficarão estas palavras e eu não ficarei

Para o amor não há certo e errado
nem tempo, nem espaço
agradeço pelo amor, pelo amar,
pelo tanto que amei e vou amar

por aquele breve momento repleto de agoras presentes divinos da vida tempo espaço Universo!









sábado, 8 de setembro de 2012

Como explicar as sensações que despertas em mim?
Porquê tentar explicá-las? Porquê querer tanto que o meu coração e a minha razão concordem, cheguem num acordo?
Porque tão misteriosos para a mente os caminhos e devaneios do coração?
Porquê o coração se encanta tanto com as pessoas?
O coração, espontâneo como criança, se abre! Se encanta, se apaixona, se entrega...
A mente reage!
Pensando fixamente. Fica fixa no eixo desse fluxo!
A mente cria o problema... enquanto o coração só se embriaga nas nuances coloridas... cheias de presença diluídas em voz, olhar, sorriso, tua essência que emana sem palavras...
A mente simplesmente não entende os caminhos do coração.

Se a mente influencia o coração,
Este se fecha se esfria, se esquece, não mais aquece
O coração se cala, não mais canta
Aquelas canções todas! Falavam de amor...
Desta forma, a mente pode reinar absoluta coordenando friamente seus atos enquanto o coração sonha em coma, está engaiolado!Bate agora só fisicamente

No reino da mente, tudo tem forma, palavra, descrição e explicação. Tudo é sem emoção? A mente ouve o medo, a mente é precavida, não dá ponto sem nó, justifica-se sempre?
A mente não pára! Inventa sonhos, traduz línguas, explica cenas, observa detalhada e minuciosamente.

O coração sempre fala mais alto, e é preciso proibir que entre em coma!
ele acredita na alma
ele acredita na essência e no que é essencial
Sobre a influência do coração a mente se abre
Se questiona, se relaciona, se conecta a novos pontos de vista do mundo,
Se perde em galáxias e universos
A mente e coração unidos podem criar essa canção silenciosa harmoniosa

A maior viagem é tentar descobrir o equilíbrio entre vontades e medos, aceitar a presença do medo, e parar de ter mais medo ainda do medo. Desses tantos medos que nos permeiam, seres pensantes confabulosos e imaginários, que vivem tanto dentro de suas próprias mentes.








o que dizer pra mim mesma?

Vamos parar de querer o que não vai dar certo?

Olhos abertos pra prosperidade!

Não para relações infundadas!

Não para coisas passageiras!

Sim para as coisas que têm, e MUITO, fundamento.

Profundidade.


As raízes querem encontrar o ponto mais distante da copa

desta esplendorosa árvore
Formou-se um abismo onde havia uma ponte.

Dos abismos se faz a mais profunda solidão.
Das pontes se fazem os mais verdadeiros compartilhamentos.

Compartilho sem medo do abismo do após