domingo, 3 de março de 2013

confissão

dos males que vem para o bem
vamos recortando memórias
às vezes vitórias

dos bens que provém dos males que vem para o bem
brotam flores coloridas
que efemeramente
perfumam sutilmente
e morrem rapidamente

dos males 
que vieram para o bem apesar do
não parecer

sobram cinzas pra ventania levar embora
cinzas que seremos
esvaneceremos

deixaremos então
sombras de trejeitos
rastros de risadas
espaços vazios

vazios de presença nossa
cheios de ilustres recordações
de caras que nunca vimos no espelho
mas que deixam marcos 
formam expressões únicas
nos corações alheios

com o tempo,
a grande borracha do Universo,
esfalecerão os rastros que deixamos
com o tempo,
tudo isso será esquecido

E por um egoísmo extremo, 
Me dói

me apeguei à vida
não quero ser a cinza que se esvai
quero ser o colorido da verdade
Que pulsa verde, vivente, sobrevivendo
Vivendo, acima de tudo
com a mais complexa abundância de emoções

somente um desabafo
onde as vestes caem
e me mostro completamente nua
ou completamente sua
Confesso a fragilidade de ser o que sou
onde não me orgulho
nem me envaideço

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